JULIA

Eu não serei feliz como

Naquele dia que tocou meu corpo

Querendo tocar a alma

Como quando, bebemos uma madrugada inteira e falamos alto desejando nos livrar da conta

Me mata por dentro da cabeça

Ou da face, saber que eternizei apenas lembranças dos teus beijos e cheiro

No guardanapo engordurado de um boteco qualquer

Ainda, tenho medo de perder o brilho dos teus olhos

Castanhos petrificado que me fuzilava covardemente

Os braços que me contorcia em abraços

Abrindo buracos e ensurdecendo a pedra que me tornei

Mas que demorou um agosto inteiro

Tenho medo ainda

Do inverno abafado

Nariz congestionado e pijamas de florzinha

Não serei feliz como quando em teu braço

A água morna caia nos meus ombros

As palavras me enaltece, mas insistem em fugir quando lembro de te esquecer.

@_umacapitu

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