Imagem: foto do autor. Licença: CC BY 4.0.

(Uma discussão sobre o livro de Daniel Galera — 16/07/2013).

Bia Madruga: Terminou o Barba?! :D

Solino: Terminei sim. Muito bom mesmo :D

Bia Madruga: :DDDD
Eu escrevi sobre o livro no blog também.
É um livro que me dá até saudade.
Tão bom…
;~
Você se identificou com o personagem? Ou sua prosopagnosia é diferente? …


Image: NASA (rotated/cropped). License: CC BY-NC 2.0.

Disaster is a serious disruption of the functioning of a community or a society causing widespread human, material, economic or environmental losses which exceed the ability of the affected community or society to cope using its own resources

— UNISDR, 2009.

1. Disease

The disease came from the outer space, as it…


Imagem: Jorge Diaz. Licença: CC BY-SA 2.0. Cropped, several adjusts and lens fare added.

Sonhei que era um cachorro. Um cachorro baixinho e de grandes orelhas, como as de um cão selvagem africano.

Eu corria desesperadamente por uma estrada asfaltada. Eram dez da manhã e o sol queimava minhas costas. Eu suava, língua de fora, e sentia o asfalto queimando meus pés. …


Imagem: Molly A. Burgess (U.S. Navy ) (Cropped, colorized). Licença: Domínio público.

Venham, poetas,
saiam de onde estiverem,
a alma do mundo padece.

Atendam a este chamado!

Saiam do quinto,
desçam dos céus!
Venham dos bares,
puteiros e catedrais!

Venham, poetas!
Homero, Fernando e García!

Sarem as palavras feridas,
curem os discursos moribundos,
salvem os verbos doentes!

Venham, poetas!

O mundo precisa de luz
e de trevas!

Saiam, poetas,
das catacumbas e das alcovas,
das redes e celulares!

A alma do mundo clama!

Venham, poetas,
Luís Carlos, Píndaro, William!

Gritem seus versos nas ruas!
Pintem seus lemas nos muros!
Recitem sua dor
nas salas cinzas da indiferença!

Saiam, poetas,
do seu torpor!

A alma do mundo sangra!

Salvem, poetas,
o mundo
da falta de sentimento!


O Grito, Edvard Munch, 1893. (Licença: Domínio Público / CC0)

Ontem, o futuro veio me visitar
e me acordou na madrugada
para me assombrar

Ontem, o futuro arranhou a porta do quarto
nas unhas do meu cachorro
e zumbiu nos meus ouvidos nas asas de uma muriçoca

Ontem, o futuro não me deixou dormir
enfiando-se em meu juízo
numa música de Gilberto Gil

Ontem, o futuro veio me visitar
e trouxe um passado obeso
como companhia

Hoje, o futuro estava na porta do quarto
esperando para me ver de olheiras
e zombar do meu medo.


Imagem: Pexels. Licença CC0.

Quando acho algo antigo em minhas coisas, um papel em que esbocei um poema, um lembrete, ou apenas um número de telefone, isso não é apenas lixo esquecido.

Cada coisa velha me conecta com outro eu do passado. Não apenas por trazer de volta a pessoa de quem anotei o…


Foto: Jochen Schoenfeld / 123RF (cropped)

I

Não sei dizer de onde vinha aquele tesão que eu sentia pela minha mãe. Muito menos poderia imaginar como aquilo iria acabar. Pra começar, ela nem era gostosa —era bonita, isso todo mundo dizia, mas gostosa não, não virava a cabeça dos homens na rua. …


Imagem: Miss Del Castillo on her Deathbed (1871), por Marià Fortuny (adaptada). Website of the Museu Nacional d’Art de Catalunya of Barcelona. Licença: CC BY-NC-SA 3.0

Um conto de Ambrose Bierce

Tradução: R Solino.

Em 1830, a poucas milhas do que hoje é a grande cidade de Cincinnati, existia uma floresta imensa e quase impenetrável. A região era esparsamente ocupada por gente da fronteira — espíritos inquietos que, nem bem haviam forjado lares habitáveis da natureza selvagem e alcançado aquele grau…


Ilustração do autor. Licença CC-BY-NC-SA

Quando eu tinha quatro anos, amarrei uma toalha no pescoço, subi no janelão de casa e saltei para o meu primeiro voo.

Minha mãe não estava em casa e estávamos sob os cuidados de tia Neném, que não tinha o juízo muito certo. …

R Solino

I write stuff | Eu escrevo coisas

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