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Não costumo fazer comentários nos textos que leio nem escrevo muitos metatextos sobre a escrita no Medium, mas me senti compelido a lhe contar que esse seu poema cancelou uma postagem minha.

Explico:

Uns dez anos atrás, publiquei em blog um texto — não chamo de poema, porque realmente não tenho esse dom — sobre um rapaz que pulou de um edifício. Era colega de um primo meu e eu nem o conhecia, mas sua morte me tocou bastante.

Há dois anos, recuperei esse texto e estava com ele nos drafts, esperando tempo para trabalhá-lo melhor. Com essa campanha do Setembro Amarelo, achei que era o momento de trazê-lo à luz novamente, mas o considerei muito ruim e esperava reescrevê-lo antes do final do mês.

Aí, li seu poema, e agora não tem como eu transformar o meu texto em algo nem perto da simplicidade, concisão e sentimento que o seu possui.

Sendo assim, tomo aqui a liberdade de me apropriar do seu poema para dedicá-lo a Thiago, que se matou.

Espero que não se incomode com minha impertinência.

(Se tiver interesse, deixe uma nota privada e eu mando o link do draft que, certamente, ficará lá por muito tempo, até a minha vergonha passar).

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