Um Pouco de Infância

Bem, nós sabemos que a infância é o passo principal para tornar-se adulto. Sabemos também que é a fase mais importante pois é nela que descobrimos quem somos, quem queremos e o oque no tornaremos.

Ah! Mas criança nunca sabe de nada, não é mesmo? Criança só dá trabalho e dor de cabeça. Isso é o que muitos adultos pensam ou falam.

Te digo! Isso é um CALÚNIA. A criança pode sim dar trabalho, mas é ela é igual ao seu bichinho de estimação, percebe as coisas mais que qualquer adulto formado ou sabe solucionar qualquer caso com sua ingenuidade.

Para ela, a vida não é essa coisa monstruosa que todos nós pensamos. A vida é uma imensidão de oportunidades, uma selva a ser explorada, um mar a ser navegado e a esperança de transformar o ódio das pessoas em amor.

Ah, e não posso esquecer de citar que: a simplicidade da criança, a maneira como ela enxerga o mundo faz dela única. Digo por mim mesma, quando eu era criança tudo pra mim era uma maneira nova de descobrir o mundo. Por mais que as pessoas fossem cruéis comigo, ou tentassem me ver triste, eu simplesmente olha para mim, mas sabe, olhava internamente e me dizia — talvez ela precise de um abraço. — Vou dar um abraço nela.

Chegava até a pessoa e a abraçava, a fazia rir. Acho que isso, a maneira ingênua que eu via o mundo, me tornou quem sou agora. Sabia que no futuro, ajudar os outros, os fazer rir era o que me fazia bem.

Não obstante, eu sei, nunca fui uma criança perfeita, tive meus defeitos e olha que foram muuuitos, assim, eu queria tanto ser adulta, viver como eles porque eu achava ser o máximo. Ter responsabilidades, tomar conta de casa, cuidar dos outros (embora eu tivesse meus brinquedos para zelar); queria ser dona do meu próprio nariz.

Tanto era que minhas brincadeiras favoritas eram: Brincadeira de casinha, ser cozinheira, professora, mãe… Mas eu confesso, tinha meu lado aventureira; adora subir em árvores, correr feito carro, subir nos animais. Adora brincar com meus primos à noite, disputar corrida com os vizinhos e com meu irmão. Lembro-me vagamente que uma vez meu avô pediu para que fossemos pegar uma chave para ele, naquela época, a casa era imensa e tinha muita areia e pedras (isso foi nos meus maravilhosos 5 anos); eu como era uma menina muito levada, adorava ficar apenas com aquelas calcinhas de babadinhos (a famosa bunda rica) e não estava nem ai se meus amiguinhos me vissem daquele jeito, (se s meninos viviam de cueca, porque que eu não podia viver de calcinha?!) — nem mamilos eu tinha. E então, me lembro que disputei corrida com o meu irmão para ver quem pegava a chave primeiro — olha o desastre agora.

Esbarrei numa pedra, cortei-me o tronco inteiro, sangrou tanto que eu só faltei enlouquecer de nervosismo. Acho que não foi nem pela dor, mas sim pelo pavor de ver o sangue.

É, minha avó disse que foi uma lição, para que eu passasse a usar roupas, feito menina; Mas tu acha que eu aprendi?! JSHSHSSHHS — Que nada, continuei correndo de calcinha. Ser criança é demais. Até hoje sinto falta.

Por fim, te confesso uma coisa, isso não era pra ser um texto e sim um roteiro de um vídeo para a aula de Artes, em que eu e minhas duas melhores amigas vamos relembrar brincadeiras de quando crianças. É incrível como o tempo passa e as coisas que você fez nesse período te mostram o quão você continua sendo criança, sua alma, pensamento e escolhas feitas lá, transparecem aqui e agora.

- COMO É BOM SER CRIANÇA.

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