UPDATE: Thanks to a good friend of mine, at the end of this text is the English version.
Matheus José Maria
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“…já deixei para trás faz tempo a ilusão de que existe o jornalismo imparcial”. É bem provável que, a partir dessa sentença quase qualquer coisa que tu tivesse dito eu teria concordado. Exato. Não existe “imparcialidade” no jornalismo. Nunca existiu. Assim como os pilares “objetividade”, “imparcialidade” e “equilíbrio” não são senão um slogan usado pela Fox e apregoado aos quatro cantos pelo “jornalismo” praticado pelas grandes emissoras nos EUA e na Europa, quase sempre referindo-se ao que eles entendem por esses termos, ou seja, “objetividade” pra eles quer dizer citar somente fontes “oficiais”; “imparcialidade” significa se posicionar à favor da cabal globalista em qualquer assunto de importância para os “interesses nacionais”; “equilíbrio” é mostrar informações de pontos-de-vista aparentemente diferentes mas sem articulação suficiente para convencer o público de outro ponto que não seja aquele das linhas editoriais da emissora ou do jornal.

Às vezes acho que não existe mais jornalismo no Brasil. Mas aí me deparo com uma história dessas, um fotojornalista mostrando o que é ser jornalista mesmo, o que é se enfiar no meio de uma horda de imbecis no intuito de extrair os fatos, de saber o que está acontecendo, sem precisar da validação de uma grande instituição jornalística, baseado única e exclusivamente no desejo de obter a verdade e compartilhá-la com todos.

Muito bem, Matheus. Muito bem mesmo.

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