Estrelas além do tempo

Ariel compartilhou o trailer desse filme comigo. Apesar de ser uma história antiga (e verdadeira), eu levei um soco no estômago. Esqueçam o fato de ser sobre mulheres inteligentes e fodásticas. Me emocionei por ser um filme sobre uma mulher negra, foda, inteligente, especialista em números, uma legítima matemática, da Nasa e cercada de gente com preconceito.

A história relata os desafios e preconceitos encarados por Katherine G. Johnson, Dorothy Vaughan e Mary Jackson — mulheres afro-americanas brilhantes que trabalhavam na NASA. Katherine foi um dos cérebros por trás de uma das maiores operações da história: o lançamento do astronauta John Glenn em órbita.

Uma imagem que poderia dizer tudo, mas é apenas a pontinha do iceberg. O dia em que olharmos as pessoas como uma pessoa e não como mulher, homem, branco, negro, aí sim teremos um mundo melhor. Caramba, não consigo entender porque o negro e o branco são diferentes, simplesmente não consigo, é apenas uma cor da pele.

O fato de ser mulher é um simples detalhe, o preconceito é demonstrado de forma tão profunda, delicada e é ao mesmo tempo tão monstruoso que faz com que a gente sinta na alma o que essas pessoas deviam sentir na época. Eu luto pela minha sobrevivência e respeito desde que me entendo por gente. Ela sofria por ser negra, e eu sofria por ser branca e bonitinha. No fim, a gente só quer ser inteligente.

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