Escuro

Em algumas esquinas da minha mente, vigia um homem magro e calvo que insiste em me fazer perguntas sempre que me aproximo. Há tempos tenho evitado e a simples ideia de aproximação me causa calafrios.

Ele nunca se cansa e a satisfação impressa no rosto esquálido quando interrogador provoca em mim os instintos mais primitivos.

Tenho dúvidas se é dos meus medos que ele se alimenta ou se é a síntese de todos eles. Nesse beco sujo, frio e sem saída, devo eu enfrentá-lo? Devo eu respondê-lo?

Minhas respostas, ou minhas justificativas, seriam sua fraqueza?

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