Inquietações a partir da ausência de uma história

Ausência, ausência e ausência. Eis aí a minha cisma, a minha insatisfação. Se há história, há um chão para a partir deste voar. Mas, se não há história, o que me costura no mundo? Por onde alçar os vôos? Torno-me resto das histórias alheias? Torno-me alienada ao meu próprio lugar? Quem fala por mim? Sou eu mesma ou a minha história, ou a ausência desta que fala por mim no mundo? Seria eu então o sujeito produzido de outras narrativas em detrimento de minhas próprias narrativas? Onde estão as fotos? Quem poderá narrar-me? Ao dar conta de mim, daquilo que me remenda no mundo, através das palavras cheia de garbo, pergunto como se produz esta ausência e desato os meus próprios remendos, para enfim me costurar novamente. Essa costura nova é para dar um sentido outro, diferente daquele. Para construir o meu chão, para a partir dele voar. Um desatar contínuo… Como se produz a ausência de uma história?