Troubles on my left, troubles on my right

Acabo me questionando sobre como o preço das coisas nos condiciona. Buscar o que vai render o pouco que recebemos ou o que nos vai dar prazer? Escolha difícil. O que te dá prazer não pode te dar dinheiro, caso contrário tal coisa não lhe dará mais prazer.

Fazer o que tenho vontade ou arrumar as coisas antes de pensar nas minhas vontades? A vontade de satisfazer meus desejos me dá prazer, mas os problemas que cercam passam a ser argumentos fortes para eu me convencer de “Victor, você não deveria estar pensando em viajar sexta-feira a tarde pra Areia”.

Problemas dariam em árvore caso a cidade ainda tivesse árvores, mas digamos que problemas parecem nascer com os prédios: Em todo canto. Outro problema: não sei mais o que é natureza.

Engenheiro que os assina
Sistema que assassina
Suplanta o ecossistema
Cinza é o tema pra chacina
Que dissemina o caos, o ódio e o desprezo
Que ativa o DNA vaidade na atual vida nativa

Tirando os problemas que não posso resolver, a vida tá bela, sem problema algum. Como bem disse o tavião:

Otávio Albuquerque falando verdades no Twitter.

Isso tudo me remete ao imediatismo pós internet. Será que não quero a solução agora pra problemas de agora? Não sei… Também não sei quanto de energia devo dedicar aos problemas. Me parece burrice perder tempo com questões sobre problemas, parece mais frutífero questões sobre soluções.

Merda! Pareço um Coach dando palestra sobre a vida pra velhos engravatados ou um gerente dando dica aos seus funcionários.

Mas no fundo é verdade.

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