Pratto, Petros e Jucilei, os três pilares da era Dorival Jr

Time do Morumbi consegue empate heroico em casa diante do forte Atlético/GO e sobe duas posições na tabela

Começou a era Dorival Jr no comando da máquina de triturar técnicos chamada São Paulo Futebol Clube (10 treinadores, sem contar os interinos, nos últimos 5 anos). Enfim, como esperado, obviamente não foi possível perceber a mão de Dorival no time ontem. O treinador ficou mais na dele observando o jogo e dando orientações pontuais.

Uma das coisas que mais assusta no tricolor atual é a irregularidade, dentro de um mesmo jogo e até mesmo dentro de um mesmo período de 45 minutos o time sofre bruscas mudanças de comportamento. Contra o Atlético/GO o primeiro tempo foi xoxo, fraco, a primeira chance “real” só aos 45 minutos em bola cruzada na área que Pratto se esticou e não alcançou. Muito pouco levando em conta que a posse de bola da equipe chegou a bater nos 80%.

No segundo tempo nos primeiros 10/15 minutos vimos um esboço do que pode ser o caminho da volta por cima. Laterais ultrapassando os pontas, aproximações, Lucas Pratto na área e Jucilei que jogou muita bola e de certo modo já é dono do time.

Não dá pra dizer que falta raça, força de vontade ou algo do tipo. Pratto abandona a área e busca bola quando ela não chega. Buffarini, há um ano no clube, não mostrou a que veio mas corre como um louco. O argentino não sabe cruzar e nem marca tão bem quanto foi falado. Jr Tavares vem caindo de produção porém é difícil criticar até porque ele jogou praticamente todos os jogos do clube na temporada, o seu reserva e reforço fantasma, Edimar, nem apareceu ainda e ninguém sabe de fato se existe ou não.

Cueva e SPFC vivem uma relação estranha. Pintado saiu do clube e ajudou a queima-lo, o próprio jogador em campo não se ajuda. Tenta mas não consegue fazer muita coisa. Corpo mole ou vítima da bizarra preparação física do clube?

Petros, Jucilei e Pratto ao menos aqui no Brasil seriam os pilares de qualquer equipe vencedora, no clube do Morumbi funcionam como os aparelhos de um doente terminal. Há tempo pra reação porém falta qualidade. Os pilares estão mal acompanhados, contratações duvidosas, pouca atenção para a base (digo atenção de verdade, colocar pra usar o campo como vitrine não serve), tudo isso tem que mudar.

Resta torcer para que Dorival Jr e sua comissão consigam separar o futebol da zona política do clube. Carille faz isso muito bem no rival (sim, reconheçam). Apesar das deficiências gritantes, o SPFC tem líderes em campo que são capazes de reverter a situação.

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