#244 Sofá.
Ontem conversava com um amigo, sobre como eu acabo por me lembrar apenas das coisas boas ou traumáticas e como muita coisa chata do cursinho tinha se perdido, mas que restava a memória do sofá, o fantástico e confortável sofá do cursinho, que talvez nem fosse isso tudo, mas pra pernas cansadas de uma cadeira dura, pareciam ter algo mágico.
E tinha, pelo menos na minha memória ainda lembro assim.
Mas isso não me fez pensar apenas nos momentos nostálgicos e das boas conversas vindas das companhias de cursinho, me fez pensar em como cada lugar onde ponho minha bunda pra se apoiar acaba por representar parte do meu cotidiano.
Desde meus lugares favoritos no ônibus, desde o melhor lugar pra sentar numa sala de aula, ou esses bancos encimentados que gosto de sentar pra olhar as garotas bonitas passando, tudo é algo além de um lugar pra sentar, tem toda uma experiência e memórias que talvez não sejam tão realistas, mas ainda servem pra recordar.
Que o sofá era um lugar confortável pra ficar conversando nos 15 minutos de intervalo, que nunca duravam o suficiente, que os bancos encimentados as vezes deixam minha bunda dormente, e que as vezes espero muito mais pelo ônibus, e isso tem ocorrido com frequência ultimamente.
