Me Desculpe O Chico, Mas Vou Me Afobar.

E que por mais que ter cautela seja um bom conselho, comigo isso não rola, tenho em mim tantos amores cantados que tenho esperança em dessa vez dar certo, e não é com cautela que quero ir em frente, não como se isso fosse uma regra, de um jogo, o amor não é um jogo, não pode ser um jogo.

E por mais que por muito tempo eu tenha cantado essa música como “Não se Afogue não”, e até faz mais sentido na minha cabeça quando o resto se fala de uma cidade submersa, e quando eu penso em mergulhar fundo nisso que a gente chama de paixão por não ter nome melhor, e até que é um nome bom.

E vou sim mergulhando fundo, evitando me afogar, mas me afobar nem dá, assumo que sou afobado, e que talvez isso seja negativo, pelo menos em tempos onde todo mundo quer amar aos poucos ou nunca amar, eu quero amar, ao muito do tamanho do mundo, e se o amor há de ser um oceano, quero me perder no meio desse mar, naufragando numa ilha, ou me afundando nesse mar.

Não se afobe não, apenas se afogue, não tenha medo de tentar. Mil perdões ao Chico por Estragar a música assim, mas espero que se ele ler isso, compreenda a singela homenagem, de alguém afobado, que não tem medo de acabar levado pela corrente da paixão.

A referência em meio a uma referência foi proposital, afinal, textos meus sem referências nunca têm um bom final.

Não vou só molhar os pés num sinal de paixão, vou mergulhar de cabeça, e mesmo que nesse meio eu perca, e meta meus pés pelas mãos.


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