Amigo.

Faltou-se comigo e consigo. Prometeu-me que andaríamos lado a lado, que as risadas, lágrimas e conquistas seriam partilhadas eternamente.

Lembro-me até hoje de quando você se foi: frio, sem expressão e com poucas palavras. Disse que aquilo seria o melhor, que não estavámos mais caminhando na mesma direção, que nossos sonhos, aqueles que colocamos no papel com 7 anos de idade, pouco fazia jus ao nosso relacionamento atual.

Sofri. Sofri como nunca antes, como se fosse a partida de um familiar muito próximo. Dias sem comer e noites sem dormir. Afinal, o que é que tinha acontecido conosco?

Relevei e deixa nas mãos do futuro. Acreditei que assim seria melhor.

E agora, passados oito anos desde sua partida, arrumando meu criado-mudo, achei entalhado no canto de minha gaveta seu nome com os seguintes dizeres:

Fisicamente nada será eterno, mas o bom espirito há de permanecer conosco para sempre. De seu eterno -e não tão normal- amigo.

Olho para o lado e dou risada. Dou risada como se tivesse nove anos, no dia em que assistimos "As Branquelas" em sua casa, escondido de nossos pais. A única diferença entre essas duas datas é que hoje foi, sem dúvidas, mais engraçado e sem sentido.

I always see the light way before the dark

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