Vivendo de. Aprendendo a ir.

Magoaste-me e você se quer sabe disso. Fez-me acreditar em algo irreal e imoral. Jurei-me de corpo e alma desde o momento em que lhe conheci. Fiz-me irracional para viver desilusões esporádicas. Não havia problemas em sofrer por instantes, pra ser sincero, ainda o faço.

Fico nessa calmaria do dia-a-dia imaginando-me a razão de você ter feito isso comigo. Onde errei, falhei?

Enquanto não descubro — ou se quer tento descobrir -, vou vivendo. Vivendo-me de vazios. Vivendo-me de dias sem sentido. Vivendo-me… É, faço isso, apenas isso. A vontade já não é a mesma, o sonho não é mais irreal e, se quer, existe esse sonho.

Aguardar a “poeira” abaixar, deixar-me viver nestes dias atípicos e solitários…

Abatido? Há certo tempo.
Esperançoso? Falta muito.
Acreditando? Deixei de.
Vivendo? Indo pra.

Os ventos se acalmarão, o verão chegará, e você, grandessíssimo, aparecerá.

Pouco mais de força.
Pouco mais de compaixão.
Pouco mais de esperança.
Pouco mais de vida.
Pouco só, não precisa de muito.

- Oh damn these walls Vitor C,

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