O GIGANTE ACORDOU

— “Descriminalizem o vinagre!” (Eles gritaram)
Enfurecidos, gritaram alto!
Gritaram tanto, que fizera o Gigante acordar.
Colo doce onde se repousa.
Colossal sua força.
Sua cara não é pintada,
muito menos lisa ou estampada.
Sonolento e receoso ele levanta.
Cansado e perturbado se desperta.
Pai da revolução, berço da esperança.
Deveras não voltar adormecer
ao ver de saia curta sua filha, cultura,
e a dependência química de seu filho, literatura.
Invade o que outrora lhe pertencia.
Sofre do que mal não lhe faria.
Com sua natureza cangaceira,
distorcida à arruaceira,
faz ele lutar por justiça.
— “Avante!” (É o anseio ardente no seu peito)
Então ele avança.
Avança o sinal vermelho,
fura barreira, pois pra ele barreira não há.
O gigante não para.
Nega a si mesmo regredir.
— “Vinde senta-vos, oh gigante!”
Ele desobedece, não senta.
É desafiado ao duelo.
Não foge à luta.
Luta por paz.
Paz em si fica!
Ciente de sua força,
O Gigante ordena progresso!
(17/07/2013)