Resoluções de Ano Novo

A Semana entre o Natal e o Ano Novo é uma espécie de limbo cronológico em que aparentemente tudo pode acontecer. Se o Apocalipse chegar um dia, ele será nessa exata semana, onde o fim e o início aparentemente se encontram de forma tão esquisita quanto o Rio Negro e o Rio Amazonas.

Se em 2015 — um ano injustamente malhado como o Judas pela quantidade de tragédias envolvidas em seus dias e a explosão da Crise Econômica gerada pela fantasiosa política de desenvolvimento acelerado do PT — meu foco foi não ter foco e simplesmente deixar rolar, me afastando do máximo de coisas possíveis, em 2016 pretendo novamente ter focos simples e claros. Talvez pela necessidade de conseguir ver objetivos cumpridos, mas também para evitar dispersão excessiva.

1 — Meu Livro

A ideia é simplesmente terminá-lo. Não deixar pronto para a publicação, mas completar o que chamo de “primeira escrita”. Isso envolve chegar ao final e passar para uns amigos darem uma lida e depois enviar para um editor freelancer e voltar para o início, relendo e fechando possíveis pontas soltas.

Para quem não sabe, o livro segue o Esquema da Moda: é de contos, mas possui uma série de ligações entre eles e uma história única. Envolve espionagem, conspirações e ocultismo. Já tem coisa de 500 e poucas páginas, o que me assusta pela quantidade de possíveis contradições entre os contos.

Meu prazo para terminar essa primeira escrita é abril no máximo — faltam apenas dois contos e meio por sinal.

2 — Magia

Como diz Robert Anton Wilson na autobiografia dele (O Gatilho Cósmico): se acostumar com uma rotina é prejudicial ao próprio desenvolvimento, ainda mais de algo complicado como a Magia. No período em que ele passou por isso trabalhava como editor da revista Playboy. Embora o período o tenha estagnado, foi nessa época que teve a ideia de escrever um livro sobre conspirações, graças às toneladas de mensagens conspiratórias do fórum da publicação.

Meu 2015 foi um pouco isso: não pratiquei ou me desenvolvi em magia, mas juntei uma grana e consegui escrever um livro quase completo porque hoje trabalho normalmente 10 horas a menos por semana.

A ideia é continuar nesse ritmo e ainda desenvolver um programa de crescimento espiritual. Como parâmetro, pretendo terminar 2016 onde parei mais ou menos em setembro de 2014: com boa prática nos Liber KKK e MMM, para depois daí seguir outros programas mágicos.

Além dos Liber, também quero aprofundar meus estudos em Tarot, já que no momento faço leituras regulares para, ao menos, sete amigos.

3 — Colaborações

Em 2015 criei um blog pessoal pela primeira vez, o Sabotagem. Gostei demais do resultado, tem a minha cara e os textos têm a qualidade que gosto. Mas ao mesmo tempo deixei de lado a colaboração com outras publicações que curto, como a Vice e a Mob Ground.

Pretendo retomar isso, ao mesmo tempo em que contínuo com os textos freelances da revista que editava antigamente, a EGW.

4 – Cultura

Em 2015 li 13 livros e mais de 20 HQ’s só entre encadernados - solto uma lista dos melhores do ano ainda em janeiro, não que isso importe. Se contar que no meio estão calhamaços de mil páginas como Graça Infinita (que ainda escreverei um texto aqui), achei o saldo bom. Também dá pra acrescentar que gastei uma pá de tempo com uma série que não curti como gostaria, como é o caso de Os Sopranos (também logo escrevo mais aqui). Mas a ideia é ampliar esse número e também aumentar o número de textos escritos no Sabotagem.

Obviamente, com 365 dias à frente, é possível fazer bem mais que isso, mas se minha vida fosse um filme, as cenas principais iam mostrar exatamente isso, e o resto seria coadjuvante (provavelmente seria, já que não sabemos o que nos aguarda em 2016).