I- Começando…

Minha historia…é a da gata de sete vidas e de sete mil amores mal resolvidos…Minha historia e de brincar de ser intensa, e dar mergulhos fundos sem saber a profundidade.

Minha historia é a de ser Eu.E começa a anos atrás em uma casa simples, no bairro da Mooca.Se nasci, ou fui adotada, nunca descobri.Minha irmã dizia que eu havia sido achada numa lata de lixo…

Mais tarde descobri um caso meio nebuloso na vida da minha mãe…Não havia DNA, então nunca soube se eu era filha de meu pai ou não.Nem ele…

Logo nos mudamos desta casa…para um apartamento na area central da cidade de São Paulo.Acho que foi lá que a minha imaginação se desenvolveu…

Muito sozinha, com amigos apenas na escola além do meu cãozinho Banzé, minha vida interior girava a milhão, e nela eu era bruxa, era fada, era princesa…Mais tarde fui tudo isso.

II- Minha primeira grande perda, e algumas aquisições.

Meu cãozinho adorava descer no elevador e passear pelo prédio…Começaram as reclamações.

Meus pais acharam por bem dá-lo aos meus tios, porém deixaram que eu pensasse que havia fugido.Foram muitas lágrimas até que eu descobrisse que meu tio um dia sem querer, tirando o carro da garagem…enfim.Para mim foram duas mortes, e duas perdas…

Minha vida se dividia entre escola e passeios na praça da biblioteca, levada pela minha avó pois meus pais trabalhavam muito.

Nessa época, descobri que podia fazer coisas…estranhas.Queria saber o que era uma mariposa, e um dia na janela do 13° andar, em plena luz do dia pedi que ela viesse.E ela veio…ficando o tempo necessário pra que eu pudesse olhar.Não achei estranho embora minha mãe tenha feito muitos sermões de como deus havia mandado para mim o animal, já que meus pais eram evangélicos.

Mais tarde indo para a praia com a família, no começo da descida da serra de Santos, de repente gritei para minha irmã ao volante…pisa no freio!Não tinha…e ela apenas conseguiu parar no freio de mão começando um pequeno incêndio na roda.Um caminhoneiro com um extintor nos ajudou.

Essas premonições tornaram-se normais e passaram a fazer parte da minha vida.Trago-as comigo até hoje.

Na escola, eu me tornando adolescente descobria o amor.Joãozinho era só topete.E foi um amor platônico, desses de abanar a mão de longe.Nunca nos falamos.E acabou quando mudei de escola.

E nessa nova escola muita coisa iria mudar.

III- Firmino de Proença

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