Vagando entre o completo e o vazio

Deixo-me, certas vezes, preencher-me por algo ou alguém, deveria saber que nada disso realmente me preencheria, pelo menos não por muito tempo, tudo sempre retorna ao mesmo lugar que veio, o nada, o vazio, a mesma sensação de me sentir só, de sentir-me perdido entre meus pensamentos e minhas ações, por qual motivo nada me completa e tudo é tão efêmero? Talvez esteja em um caminho errado, buscando me preencher quando na verdade o preencher dura até o último dia das nossas vidas, não seremos completos até o nosso último suspiro, pois ali se encerra toda nossa experimentação da vida, ali acaba todo nossa atuação no mundo, no momento da morte existe o sentido da existência, não tivemos como ensaiar nossa vida, apenas vivemos, apenas tentamos buscar nosso preenchimento cotidiano, mas enfim, voltando ao ponto de minha busca, entre tantos relacionamentos e pessoas existe um certo sentimento, talvez seja puro ego, mas sempre esse sentimento aparece independentemente de com quem seja, é o sentimento do enjoo, a sensação de que toda aquela relação seja uma perda de tempo na minha real busca, me distrair por tais envolvimentos seria ou não me desvincular dos meus ideais traçados? Será que ideais são realmente necessários? Não há como terminar esse texto com respostas, afinal não as tenho, termino ele com perguntas para que quando possa lê-lo novamente tenha respostas ou talvez mais perguntas.

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