Noite negra
Não espero mais aqui permanecer
Talvez, eu fale da boca para fora
Mas desejo por agora, ir embora
E esquecer aquilo que não deve ser
Serei o que fui, miserável romântico
Que a idealizou em muitos devaneios
Que cultuou a feiticeira em seus anseios
E que por agora, cessará seu cântico
Cansei de cultuar minha decadência
Ou de tentar fazer a ela companhia
Pois aos meus olhos da inocência
Tornou-se pálida, amarga e fria
Vim a ser um louco sentimental
E acreditei na constância da mulher
Não há sobre ela um algo especial
Segui novamente um devaneio qualquer
No fim, parece ser este meu fado
(Facassado!)e o finalizado nunca fora
Fora apenas em meu mundo imaginado
Resta um exaurido velho amargurado
Aguardando a final queda benfeitora