Um escudo para Agents of S.H.I.E.L.D (kk)

kkkk Piadas mesmo em kkk
Mas sério, precisamos falar de uma das melhores coisas da Marvel

ATENÇÃO! ESSE TEXTO CONTÉM LIGEIROS SPOILERS!

É SÉRIO

Vamos la, eu entendo se você largou depois de 5 ou 6 episódios. Agents of S.H.I.E.L.D chegou fazendo UM PUTA barulho por prometer colocar na TV toda semana o MCU que você tinha acabado de ver se juntando em Vingadores la em 2012, protagonizada pelo recém morto e ressuscitado Phil Coulson e criada por Josh Whedon que escreveu e dirigiu Vingadores, escreveu Era de Ultron, aconselhou James Gunn na produção de Guardiões da Galáxia e serviu como consultor de toda a Fase 2 da Marvel nos cinemas antes de sair ao chegar à exaustão física e mental e agora volta da sua pausa dirigindo as cenas extras das regravações de Liga das Justiça e dirigindo Batgirl por inteiro.

Com Lady Sif, Maria Hill, Nick Fury e até Stan Lee (No Episódio em que a série me ganhou de vez “T.R.A.C.K.S.” S01E13) a ideia de crossovers e universo coeso era na verdade uma das poucas coisas que mantinham a série minimamente interessante além do carisma de Clark Gregg. Até que então Capitão América 2: O Soldado Invernal chegou…

Acabou-se a S.H.I.E.L.D, revelou-se a infiltração da Hydra e Agents of S.H.I.E.L.D não podia mais se manter na zona de conforto e ser apenas uma série sobre pessoas normais em um mundo de super heróis.

Depois de 2 episódios dando dicas do que esperar Making Friends and Influencing People (S02E03) é o marco de que AOS tinha começado de vez a mostrar seu potencial. Tudo isso dado ao famoso “Desenvolvimento de personagens” fator importante demais em qualquer tipo de história e principalmente nas séries. A pessoa que começa não pode ser a mesma que termina, em alguns casos literalmente…

Leopold Fitz deixou de ser o nerd alivio cômico e se tornou o personagem mais interessante de toda a série, Ward começa a reconhecer suas próprias cagadas e sua relação com o próprio Fitz, e a ainda chamada de Skye, ganhou camadas e pesos muito bem explicados durante a temporada. Inclusive muitas vezes ja que Brett Dalton não larga o osso durante 4 temporadas e 500 mortes.

Por falar em Skye a personagem começa ali a recebeu um treinamento de agente real o que ajuda ainda mais a criar uma personagem forte com toda a temática “Pupilo e mestre” que rola entre ela e Melinda Mey (Ming-Na Wen) ao mesmo tempo que descobriu que seu pai ainda estava vivo e que era só questão de tempo até que ela o encontrasse e descobrir a história de seu passado.

Coulson assume de uma vez por todas o papel de diretor da S.H.I.E.L.D (Agora organização secreta SECRETA) enquanto Agents of S.H.I.E.L.D assume que SIM, faz parte do universo cinematográfico da Marvel mas não precisa dele pra existir. Agora AOS estava solteira e desimpedida.

E lembra daquele papo de que alguns personagens não seriam os mesmos literalmente? Isso se da ao fato de que a segunda temporada começar a introduzir os Inumanos, muito antes da própria série da Família Real ser confirmada. Raina (Ruth Negga), a garota do vestido florido se torna um porco espinho e Skye se torna Daisy Johnson também conhecida nos quadrinhos como Quake (Ou Tremor). Toda a diferença de transformação entre elas é usada como “armamento narrativo”, toda aquela coisa de pessoas normais não tinha mais o como existir.

SAVAGE

LEAVE SIMMONS ALONE

É claro que a série ainda da pequenas escorregadas, talvez devido as expectativas extremamente altas que o final da segunda temporada e o INCRÍVEL “4,722 Hours” (S03E05) deixaram para o telespectador. Até que novamente outro Capitão América apareceu pra marcar o MCU, Guerra Civil chegou com para afetar tanto dentro quanto fora das telas ja que Kevin Feige e Ike Perlmutter tinham a sua própria batalha interna criando uma divisão ainda maior entre a Marvel Studios e a Marvel Television, Kevin Feige agora responde diretamente ao Mickey Mouse enquanto Ike Perlmutter perdia o poder nas mega produções.


É magia e é tecnologia!

E ai que finalmente chegamos na quarta temporada, a temporada simplesmente perfeita
O principal motivos é a divisão em Arcos (Experimentados antes com Uprising e Fallen Agent), onde o primeiro apresenta o mistico, meses antes de Doutor Estranho junto com o Whatever Fantasma e o segundo apresenta os Life-Model Decoy de uma forma onde um não seria possível sem o outro.

Com uma média ali entre os 5/6 episódios por arco a história era praticamente impossível de se arrastar, precisava se esforçar demais pra estragar. Sem fillers, contando a história que interessa, sem depender de grandes revelações (E sim isso aqui é tudo indireta pra CWDC) exigíamos, descobríamos e sofríamos enquanto recebíamos as mesmas respostas que os personagens. Enquanto se contava a história do “Motorista” Fantasma e a AIDA não perdíamos a S.H.I.E.L.D e os seus problemas. Muitos dos quais envolviam os Inumanos apresentados uma temporada inteira atrás.

E é depois do MELHOR EPISÓDIO JÁ FEITO EM SÉRIES DO GÊNERO DE SUPER HERÓIS também conhecido como “Self Control” o decimo quinto episódio dessa quarta temporada, primor de narração, atuação, ação e tudo que a de bom que o terceiro arco começa a encerrar o que já era a melhor temporada.

Agents of Hydra vem como uma versão dos quadrinhos chamados de “What If…” onde a casa de ideias explorava suas histórias de forma em que eventos chaves tivessem sido alterados. No Caso de Agents of S.H.I.E.L.D o que aconteceria se May não tivesse feito o que fez quando ganhou o apelido de “Cavalaria”? E se Coulson nunca tivesse sido da S.H.I.E.L.D? E se a Hydra dominasse? E se a série da Marvel fizesse um flashpoint que a série do Flash não teve coragem de fazer?
Ainda contando a história iniciado em Ghost Rider e continuada em LMD, essa dimensão virtual ultra realista chamada de Framework começa a se assemelhar mais com o mundo em que nós existimos do que com a dimensão original mostrada antes na série.

E é aqui que eu tomo um tempo para falar de Mallory Jansen que deu vida a AIDA/Agnes/Madame Hydra… ou deu a ausência de vida perfeita à AIDA que em contraste com Agnes e AIDA pós Framework, é divertido notar a diferença. O quão robótica ela conseguia ser enquanto era… um robô.

The Bakshi Report, um programa de TV muito parecido com que os americanos costumam ver todos os dias apareceu em “All the Madame’s Men”, referência clara à All the President’s Men ou aqui no Brasil: Todos os Homens do Presidente, não só no nome. O tal Bakshi, enquanto fala sobre justiça, reporta um ataque terrorista feito pela S.H.I.E.L.D — ou como é conhecida na realidade da Framework: Resistência — em uma base da Hydra no qual Jeffrey Mace (O Patriota) morre. Tudo isso enquanto na parte de baixo da tela coisas como “Estudante presa por esconder Imunano em seu quarto” e chama John Garrett de herói americano, homenagem ao ator Bill Paxton que faleceu em 25 de fevereiro de 2017.

Lembra da referência a Todos os Homens do Presidente? No filme de 1976 dois repórteres descobrem detalhes do escândalo de Watergate que levaram a renuncia do presidente americano Richard Nixon, tudo através de fontes anônimas. Sem fontes anônimas é impossível fazer jornalismo e sem jornalismo é literalmente impossível existir uma democracia.
E é isso que All the Madame’s Men também mostra em Agents of S.H.I.E.L.D.

E é com o uso de uma fonte anonima que eu não direi quem é (May carregada de culpa) que a S.H.I.E.L.D se levanta dentro de uma dimensão virtual, onde a Hydra ja comandava, para conseguir assim voltar para a dimensão real.
POWER TO THE PEOPLE

Parte do elenco de Captain Fantastic no SAG Awards 2017 (Referencia ao filme que eu também ja falei sobre aqui)

E fora do Framework, S.H.I.E.L.D toma a decisão de manter todas as memórias das outras vidas totalmente guardadas na cabeça de cada um dos personagens que ajuda naquele papo de desenvolvimento de personagem, agora todo mundo também vai precisar lidar consigo mesmo, principalmente o de Fitz, sempre ele, que ja deveria ter sido pelo menos indicado ao Emmy.


Phil Coulson que de simples agente da Superintendência Humana de Intervenção, Espionagem, Logística e Dissuasão morreu, voltou, virou diretor, fabricante de sabonetes artesanais, professor de história e ainda Motoqueiro/rista Fantasma por alguns segundos. Skye que de Hacktivista numa kombi se tornou agente secreta, inumana, Daisy, badass e salvadora oficial da S.H.I.E.L.D ou até Ward que era agente, vira-casaca, alien, vira-casaca invertido… São essas coisas que fazem de algo uma série boa, é esse tipo de coisa que prende atenção, esse tipo de coisa faz uma série ser uma boa série, é esse tipo de coisa que faz Agents of S.H.I.E.L.D ser uma das melhores coisas da marvel passando em uma tela.

Isso e cenas como essa:

E essa:

E essa:

A quinta temporada só estreia depois da temporada de estreia de Inumanos e parece direcionar a série ao mesmo rumo que o universo cinematográfico, o espaço. O que pode significar pra série um arco “Agents of S.W.O.R.D”, que abre possibilidades tão boas que me deixam de consciência tranquila sobre o futuro da série porque se esse quarto ano serviu pra mostrar algo é que: Sim. É possível conviver com o cinema sem que a vida de um atrapalhe a de outro mas principalmente aprendemos que se você quer uma série realmente boa da marvel, com lutinhas e poderes e esses lances de quadrinhos, você DEVERIA ver Agents of S.H.I.E.L.D.

Então aproveita essa internet e entra na netflix agora e retoma a série do onde você parou, ou começa a ver tudo do começo caso você não tenha começado. Não é como se você fosse achar algo da marvel muito melhor por la de qualquer forma…

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