Foi gratificante perceber que nenhum político capitalizou o sucesso, interno e externo, dos Jogos Olímpicos. Eduardo Paes, prefeito do Rio, bem que tentou. Não conseguiu. Pelo contrário, foi vaiado na solenidade de encerramento, ao ter seu nome anunciado para passar a bandeira olímpica ao presidente do COI, Thomas Bach.

Temer ouviu as vaias que mereceu na abertura. Dilma não foi lá. Não foi convidada. Caso fosse, claro, também seria vaiada. Talvez fosse xingada, como aconteceu na abertura da Copa do Mundo, na Arena Corinthians. Demonstração de péssima educação, é evidente.

Lula era o presidente quando o Rio foi escolhido para ser sede dos Jogos de 2016. Foi muito criticado na ocasião. O argumento era de que o país tinha e tem problemas mais urgentes a resolver do que se aventurar na organização dos jogos. O Brasil continua com seus problemas. Mas mostrou capacidade e criatividade na organização do evento.

Agora espera-se que saiba transformar em divisas, principalmente no que se refere ao turismo, os elogios fartos que recebeu e recebe por ter feito a edição mais emocionante e criativa de todos os jogos.

O Brasil, como bem disse Thomas Bach, presidente do COI, teve a capacidade de trazer os Jogos Olímpicos para o mundo real. Os jogos não foram realizados numa bolha, num mundo de fantasia. Foi uma olimpíada “à brasileira”, em que os problemas estavam lá, escancarados, à mostra. Pois não?

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