O impacto das declarações do Osorio

A imprensa esportiva ficou surpresa com as declarações do técnico Osorio. Ele falou o que pensa. A atitude provocou surpresas. Causou estranheza num ambiente (mal) acostumado com os discursos evasivos e políticos dos treinadores daqui. Osorio disse que não confia nos dirigentes são-paulinos. Falou que quer dirigir uma seleção no Mundial da Rússia. Osorio responde a todas as perguntas dos repórteres. Não deixa perguntas sem respostas. Quando avalia que suas palavras podem ser mal interpretadas avisa logo que vai falar em espanhol. Expressa-se com clareza na língua pátria. É um prato cheio para a prática do bom jornalismo. Seria bom que ficasse mais por aqui. Poderia, quem sabe, criar escola. Podia ser um modelo de bom técnico, antenado com as mudanças do futebol atual, e um exemplo de pessoa, de caráter, de profissional. Mas, sinceramente, nós, jornalistas, dirigentes, jogadores, enfim, o mundo da bola tupiniquim, não merecemos o Osorio. Que para um bom entendedor, deixou claro, está de partida.