Robinho assinou com o Atlético, para ganhar 900 mil reais mensais. Tem torcedor santista que acha que o Rei das pedaladas deveria ter retornado ao Santos. Apaixonados, insanos, dizem que faltou amor ao craque pelo clube que o formou. Pergunto: Como jogar por amor num esporte em que todos visam o lucro? Dirigente faz acordo muitas vezes ilícito com o empresário para embolxar uma grana graúda. Como exigir que o jogador seja o único amador num mundo de profissionais? Cartolas enriquecem com o dinheiro do clube. Clubes pobres, cartolas, a maioria deles, ricos. Mais: O Santos deve 3 milhões de reais para o Robinho. O Santos acabou de receber uma boa grana pela venda do Geovânio para o futebol chinês. Neymar foi escolhido um dos três melhores do mundo pela Fifa e o Santos recebeu por isto. E o dinheiro? Sumiu? Caiu do avião como a mala de dólares que despencou das nuvens no mesmo Santos na época gloriosa do Pelé? Querer que só jogador ame o clube e jogue de graça é, sim, uma demonstração de insanidade. Pois não?