Um Brasileirão esvaziado
Estamos em agosto, o semestre mal começou, e o Campeonato Brasileiro, na prática, já acabou. Com um time certinho, repleto de operários da tática, um treinador neófito, mas convicto do que quer e muito trabalhador, o Corinthians já conta os dias e os jogos para festejar o título, com uma antecedência nunca vista antes na história da competição.
E a que se deve tamanha facilidade, além das virtudes já citadas acima do Timão pragmático, nem sempre bonito de se ver, mas cumpridor ao estremo, comandado com competência por Fábio Carille?
Os outros, notadamente os que veem logo atrás na classificação — Grêmio, Santos, Palmeiras, Flamengo e Cruzeiro -, mostram uma incompetência poucas vezes vista e têm responsabilidade direta no sucesso corintiano.
A Libertadores, para Grêmio, Santos e Palmeiras, este já fora de combate na competição sul americana, a Copa do Brasil, para Flamengo e Cruzeiro, foram sempre as principais preocupações de quem tinha tudo para se contrapor ao Corinthians e evitar o malogro do Brasileiro.
Santos e Grêmio podem até argumentar que optaram pela Liberta porque não possuem verba suficiente para formarem elencos numerosos. A justificativa não serve para Palmeiras e Flamengo, que foram ao mercado com dinheiro para torrar.
A continuar assim nos próximos anos, a competição perderá credibilidade.
Se depender da CBF — que como se sabe nunca deu importância aos campeonatos que organiza, preferindo priorizar a Seleção Brasileira -, nada será feito. É a senha que o torcedor precisa para desaparecer dos estádios. Lamentável.
