Lutas diárias

Faz algum tempo que tenho percebido estar em depressão. Não consigo dizer essa frase em voz alta ainda e estou descobrindo que é completamente diferente do que eu pensava que sentiria se um dia entrassem em depressão. Eu não sou triste e quero morrer 100% do meu tempo, mas estou em tantos conflitos que quando essa onda bate é bem difícil de levantar.

Tenho pessoas incríveis a minha volta que têm me ajudado imensamente nesse processo de voltar a respirar. Me sinto constantemente reaprendendo coisas bem simples como sorrir, ser otimista, positiva, respirar e deixar que o ar novo em meus pulmões me deem novo fôlego.

Tive pessoas que devem sim ser boas, mas que não foram legais comigo e que contribuíram para que sentimentos ruins voltassem. Isso tem sido terrível pra mim. Tive perdas em coisas que importavam muito pra mim e que agora não importam mais. Eu me imaginava fazendo mestrado desde que entrei pra faculdade, cheguei a traçar uma linha do tempo onde com 30 eu já estaria no meu PHD e junto a isso mil outros planos que foram se esvaindo na estrada de dores e desapontamentos e aglomerados de traumas que trago desde muito nova e que agora me afrontam, me chutam no estômago e me deixam sem ar.

Tenho tentado viver um dia de cada vez, sem grandes expectativas pra não piorar a ansiedade, mas ao mesmo tempo, venho tentado ter novos planos. Tenho buscado também me distanciar por hora dos planos passados que tive, porque assim, deixo de lado as coisas que me deixam ansiosa e deprimida.

Não tenho conselhos a dar e nem um depoimento vitorioso de vida, mas me sinto grata por ter no meio desse vendaval, pessoas que me ouvem, me incentivam, me dão meu tempo e comemoram comigo as minhas pequenas vitórias.