Os monstros estão entre nós

Quero começar indicando o primeiro álbum da banda The Protomen, que possui uma a última música que eu cantarolei antes de começar a escrever esse texto.

Preciso também agradecer a @snow_what_ por publicar um tweet que me fez repensar toda a forma de escrever esse texto quando eu estava no auge do desânimo na manhã de ontem.

Acho que ainda será difícil escrever um texto falando somente do individuo, sem usar termos coletivos, mas vou tentar.

“Aquele que luta com monstros deve acautelar-se para não tornar-se também um monstro. Quando se olha muito tempo para um abismo, o abismo olha para você.”

Friedrich Nietzsche

Essa frase é a base do texto. Domingo, quando eu refleti sobre o que algumas pessoas falavam nas redes sociais eu não consegui parar de pensar nela.

Pessoas defendendo o Bolsonaro que abertamente apoia a Ditadura, período em que a liberdade de muitos foi tolhida e vidas foram ceifadas. Outras se dizendo em débito moralmente endividadas com Cunha por ter iniciado o processo de impeachment da Dilma. Deputados dando desculpas completamente fora da pauta para apoiar ou não a remoção dela do governo… Foi nessa hora que eu vi como alguns devem ter cansado.

Cansaram tanto de lutar contra um sistema que não funciona que passaram a adotar qualquer pessoa que possa nos livrar dele;

Cansaram tanto de serem explorados que aceitam a mão de qualquer um possa os livrar de quem os açoita;

Em resumo, lutaram tanto com os monstros que se tornaram algo parecido. Se perderam no desespero de forma que aceitam qualquer medida desesperada que os livre dessa situação.

Ou assim eles acham.

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