Vem, mas vem devagar

com os olhos fechados

com o sono pesado,

Sem carregar nada na mente

só o presente em estado de inércia.

Fica, como se não existisse pôr do sol,

como se o vento fosse a morte e você leve e frágil,

carregada seria.

Sem bagagem, nem sociedade,

me permita enxerga-lá

nula e nua

e assim ver em ti o reflexo meu.

Fitando-te, e tendo diante dos olhos o teu nada

eu possa depositar no teu vazio

o meu tudo,

que carrego como o mundo

dentro do peito meu.