Incognoscível

Incompreensível, obscuro, ininteligível, aquele ou aquilo que é impossível conhecer.

Ler é o ato de imergir nas águas profundas do conhecimento, sem avisos, totalmente desprovido de culpa e inventar um mundo onde seu Eu seja apenas um expectador…

Comigo é um pouco diferente, minha mente costuma tentar se enxergar em cada parágrafo, enquanto Eu só desejo deixar de existir e enxergar uma vida que nunca me pertenceria, sim, Eu não me enxergo em minha própria mente. Foi imerso em um livro que encontrei essa palavra que disse tanto sobre como me sinto diante de mim e perante a incompreensão mútua do meu Eu… Incognoscível.

O livro era Aristóteles e Dante descobrem os segredos do Universo, de Benjamin Alire Saenz, tenho que dizer o quão extasiado fiquei ao ler cada palavra daquele livro, uma caixinha de descobertas na vida de dois garotos com nomes, pra dizer o mínimo, icônicos da filosofia. Falar do livro seria um post inteiro, mas falar do que senti é quase uma vida em poucas páginas, duzentas e poucas praticamente devoradas em 5 horas de vida não vivida, mas bem aproveitada.

Foi indescritível encontrar uma definição tão curta para mim, algo que eu não vou deixar de guardar em minha memória jamais, incognoscível é meu moto, é meu user pra vida, é meu canto de guerra tribal… É meu nome dentro do vento, Eu, um filho a primavera… Incognoscível!

E sempre que penso um pouco, sempre me vejo como alguém incompreendido, não somente por outras pessoas, não apenas por meus familiares, não pelos meus amigos… Por meu próprio Eu. Incompreendido, mas não por culpa alheia, incompreensível por si só.

Talvez, finalmente, Eu possa dizer com todas as palavras, que entendi o motivo de tanto descaso e sofrimento, Eu enfim consigo entender que, dentro de minhas capacidades, ainda não existe uma forma de compreender-me.

Eu sou incognoscível!!!

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