O Viajante

Acordo e me vejo em um local empoeirado. Percebo-me cansado. Noto-me preso. Mudo. Não estou fixo, não estou preso, gosto de encontrar novos ares.”

Desde muito novo eu costumava me divertir procurando novas facetas, novos ares e horizontes. Eu não costumo me prender a pessoas ou coisas, Eu sempre busco algo novo, dentro e fora de mim.

Costumo me perder frequentemente, me fechar. Se percebo que meu tempo acabou, pego minhas coisas indispensáveis e continuo. Quero conhecer, ver, ouvir, apreciar, tocar e sentir cada uma das oportunidades que me são oferecidas.

E se não me é oferecido nada? Não me preocupo, sou ousado, curioso, excêntrico e perguntador. Prefiro ficar dias sem falar, mas quando quero dizer algo, frequentemente é uma pergunta.

Questiono, caminho, observo e desconfio. Nunca foi meu forte ficar cegamente preso a crenças e regras de conduta bobas.

Sou apaixonado por mochilas, por bolsos, por capas, por coisas largas e confortáveis. Não me deixo conquistar, carrego comigo o que o meu coração pode suportar. Sou forte e fraco, mas dependo muito do que quero dizer ao mundo.

Penso demais, critico e discordo.

Sinto saudades do que se foi, como todo mundo eu ainda carrego um pouco de preciosismo. Mas não consigo ficar preso, quero voar, quero sentir as cordas me tocarem na harmonia do espaço.

Não digo adeus, não digo até logo. Não minto sobre o tempo, sou filho da sabedoria e do conhecimento, nada me detém.

Sou o Senhor do Vento, mas você pode me chamar de O Viajante.

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