5 Filmes #01: Cristopher Nolan
O Christopher Nolan não inventou nenhuma forma diferente de se fazer cinema, mas sabe executar cirurgicamente a arte de contar um filme. Combinando com os roteiros mirabolantes, suas películas são sempre um sucesso. Mas muita gente torce o nariz porque ele explica todos os pormenores, subestimando da inteligência do espectador (confesso que isso enche o saco mesmo, mas não ligo quando é a primeira vez que vejo seus filmes).
1 — Following (1998)

Toda vez que eu vejo um filme do Cristopher Nolan parece que é a primeira vez e Following é o melhor exemplo pelas surpresas que se apresentam na narrativa e pela não linearidade. O longa de estreia do diretor tem uma aparência noir, em preto-e-branco e foi filmado nos finais de semana, com orçamento baixíssimo.
Nele, um aspirante a escritor começa a seguir pessoas na rua para conseguir inspiração. Cenas do começo da narrativa se intercalam com as cenas do final, que faz o espectador pensar o que fez o personagem chegar até lá e o fim do filme dá um novo sentido para a história completa. Uma aula de narrativa.
2 — Insônia (2002)

O filme parecia que ia se desenrolar em algo comum, o detetive Will Dormer (Al Pacino) e seu parceiro Hap Eckhart (Martin Donovan) vão a uma cidade do Alasca para ajudar a resolver um caso de assassinato e são recebidos pela Ellie Burr (Hilary Swank), uma detetive local e fã do trabalho de Dormer.
Mas no desenrolar do filme, durante uma perseguição ao assassino, Dormer atira e mata sem intenção ao seu parceiro, mas omite o fato. O assassino, interpretado por Robin Williams, vê a cena e começa a chantagear o Detetive.
Estava com um pé atrás quando vi que o roteiro não era do Cristopher Nolan e nem do seu irmão, mas a história é muito boa e parece ter saído da cabeça da dupla. Ele é um remake de um filme norueguês.
3 — O Grande Truque (2006)

Essa é a segunda vez que vejo o filme, que conta a disputa entre Alfred Borden (Christian Bale) e Robert Angier (Hugh Jackman) para ver quem é maior ilusionista, envolvendo mortes, vinganças e muitas trapaças.
A primeira vez que vi o filme, há alguns anos, tive a atenção presa, instigado a saber e a entender todos os nuances e por menores revelados com a reviravolta do final. A segunda vez que vi foi diferente e percebi que o longa funciona como um truque de mágica: quando você sabe o truque, continua bonito, mas não tão incrível. E que queríamos ser iludidos.
4 — Amnésia (2000)

Nesse filme, Leonard (Guy Perce) está procurando o cara que estuprou e matou sua esposa. Sua maior dificuldade é que ele não consegue lembrar de coisas recentes. O filme não é nada cronológico e cada cena é uma surpresa (e tenho que tomar cuidado para não contar demais). Sensacional.
5 — Batman Begins (2005)

Não precisa de muitas explicações. O filme conta como Bruce Wayne (Christian Bale) se torna o homem morcego, combate o Espantalho e o Ra’s Al Ghul. Foi o filme que me fez gostar de Batman, é muito bom, mas cansativo quando você já assistiu muitas vezes e já sabe a reviravolta.
