Lu Rodrigues
Feb 24, 2017 · 1 min read

Olá Fábio,

Interessante o texto, mas quero falar uma coisa e não estou falando como crítica, ok? É uma dica, até porque parece que você se interessa por isso, então é bacana se aprofundar e também ver alguns detalhes que talvez você tenha entendido errado sobre semiótica.

Eu não sei que referência você pegou de autores da semiótica. Infelizmente essa teoria, independente da sua vertente, normalmente é ensinada muito correndo nas faculdades de Comunicação e causa confusão mesmo. Eu presumo que tenha sido uma corrente peirceana (Charles S. Peirce), mas independente de qual tenha sido, a definição de signo está errada e isso acaba meio que comprometendo a força da sua argumentação. De forma simplória (e é a definição mais conhecida de Peirce para signo), “signo é aquilo que representa algo para alguém”. E o verbal também está incluso nisso, só para constar. Em outras teorias semióticas também não se exclui isso, inclusive a vertente europeia se baseia justamente no conceito significante/significado da linguagem.

Quando você diz que um corpo desnudo é desprovido de signo, isso também não é verdade. Mas isso entraria em meandros mais pesados para explicar aqui, os quais, caso queira se aprofundar em semiótica, terei prazer em explicar.

Eu entendo o que você quis dizer com seu texto. Mas acho que talvez até mesmo com um aprofundamento maior, sua argumentação poderia ter mais força.

E, como falei, não vim para criticar, é uma dica. E caso queira conversar sobre isso, só chamar!

    Lu Rodrigues

    Written by

    Welcome to a place where words matter. On Medium, smart voices and original ideas take center stage - with no ads in sight.
    Follow all the topics you care about, and we’ll deliver the best stories for you to your homepage and inbox.
    Get unlimited access to the best stories on Medium — and support writers while you’re at it. Just $5/month.