Aquela que ama um poeta, observa o universo. Tudo é surpresa e fascínio, intenso como uma descarga de stress e adrenalina quando se recebe um soco no estômago. Amar o poeta traz todas as possibilidades na forma de sensações que percorrem as veias, as células, os átomos.
Não está em nenhum centímetro de sua pele ou no movimentar do seu corpo, talvez no cheiro que paira no tempo e traz na boca o gosto de ver o brilho no olhar dele.
Não dá pra saber... e isso enlouquece, enluara os sentidos.
E o amor está em cada uma das frações de tudo que é nada, que não se pode tocar com a ponta nos dedos, mas é palpável no encostar das fronteiras dos lábios. No piscar lento dos olhos, no descompasso que se atravessa no peito. A alma arrepia e se sabe. É o poeta emanando as microondas pelas partículas que devaneiam no ar de encontro a pele um do outro.

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