Isolation

E comia na penumbra, como a fera que escondeu sua presa para devorá-la no fim do dia. Partida em duas pelo feixe de luz da fresta da janela que evade, como quem tenta escapar a sua própria natureza, buscando outros meios de ser. Como o homem-de-neandertal que se encontra em sua caverna sozinho, pois abandonou seu grupo. Ou fora abandonado? Não importa. A fome corrói as entranhas e enche a mente de perguntas que não tem resposta nem como mistério avacalhado pela bíblia dos homens. A fome é a ruminação do que alimenta a mente de incertezas. A dor não para. A dor é viva, outro ser dentro do corpo que implora ajuda achando estar à beira do fim.

Nênia.

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