Nós convivemos melhor virtualmente, mesmo com as pessoas com quem passamos os dias. Nossa projeção como pessoas "perfeitas" é muito bem sustentada pelas mídias sociais através da criação de conteúdo, mas ao demonstrar afeto pelas pessoas, as vezes soa quase como uma ofensa. Repelimos. Demonstrar antes do outro que podemos ser mais que um "poke", um click, mais que uma mensagem animada com figurinhas felizes e intenções pra todo mundo assistir, é como intimar o outro a ser um ser humano real. E quem quer isso hoje em dia... Coisa mais inconveniente dividir conversas olho no olho, segurar a mão, passar um tempo juntos fazendo vários nada. Aldous Huxley falava sobre isso, Hemingway já reclamava sobre, Bukowski já sofria desses males, quando a gente ainda nem tinha começado a pensar. Os sinais estão aí é eles são mais reais que nossa própria ~existência~ nos dias atuais.