A Dança dos Olhos que se Perdem na Imensidão dum Céu Estrelado

Na áurea da noite, aqui estou...

Envolto num silêncio absoluto, que abraça não só meu corpo, mas também, minh'alma;
perdido no abraço das sombras, que somente em tua presença, transcende essa calma.
Aqui estou eu. Parado, com um uivo estancado na garganta,
inerte; inerte como um gárgula sob o olhar de algum curioso que se espanta.
Inerte e prestes a se libertar, voar nas asas do vento,
junto ao nada, que me acompanha a tanto tempo.
Cabeça erguida, pescoço se esticando, como se eu quisesse lhe entregar um beijo,
e como quero - um beijo que paira meus sonhos antes de se tornarem pesadelos, vagando no âmago de minhas quimeras, mantendo-se a esmo.
Meus olhos focados - quase não piscam - perplexos por tua beleza,
focando firmemente, como se tirassem fotos mentais de tua pureza.
Pensamentos, quaisquer que sejam eles, passam reto, rápidos, e nem se quer olham pra mim; não cogitam a possibilidade de me pertubar;
eles apenas vão... vão e desaparecem com tudo que é escurecido pelo fulgor de tua beleza, apenas me deixam te admirar.
Minhas trevas se dispersam em tua presença, quando estou banhado pelo teu fulgor,
iluminando minh'alma, e eliminando todo e qualquer vestígio perdido de angústia, e dor.
Ergue-se sempre rasgando as trevas, emanando a glória de tua altivez;
e cada noite que me deparo com teus traços, me surpreendo sempre, como se meus olhos te admirassem pela primeira vez.

Tu és a mãe, linda e graciosa, num parque imenso,
cheia de filhos, pequenas estrelas brincando de ser lua, e que se perdem na infinidade do tempo.

Aquietando meu mar de pensamentos, apenas com tua presença, com um olhar fixo, e espontâneo;
acalma todo e qualquer conflito interno que ouse se debater, envolto pelo meu crânio.

Eu sou só um pó de uma criação que te admira, cercado de tudo, na sombra da noite, minha solidão encontra a tua,
sob o bocejo dos céus, admito que meu amor tem nome; nome que emana intensidade e pureza, meu amor se chama:
Lua.

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