Eu tenho vontade de chorar todas as vezes que lembro que nasci assim, sensível a vida. Porque a minha pele queima quando ando pelas ruas do centro da minha cidade enquanto não consigo parar de sentir, nem mesmo a você que me feriu eu não consigo ser indiferente.

A minha memória é ruim e, algum dia, eu não vou me lembrar de você, talvez eu quebre um copo na cozinha de casa, mas não será por tremor ou por vontade, será por desastre, por não prestar atenção, igual a vez que você ficou brava por eu não lembrar se seus olhos eram castanhos ou verdes enquanto eu tentava memorizar coisas mutáveis em você.

Em certo momento dessas minhas duas décadas de vida eu li que o amor é um sentimento egoísta, pois nós procuramos amar alguém que nos faça bem, alguém que desperte o que há de melhor na gente (alguém que nos ame mais que nós mesmos) e que alguém em sua personificação é o que sempre sonhamos.

Sempre me disseram que na vida alguém tem que perder pra outro ganhar, nunca acreditei nisso quando o assunto era sobre sentimentos, mas naquele fatídico sábado de setembro você me disse "Eu não tenho o direito de fazer isso com você" e eu por um instante acreditei na sua benevolência, acreditei que não estava perdendo, o meu maior erro é acreditar nas promessas das pessoas imaginando que a honestidade está a frente de qualquer coisa... Mas mal sabia eu.

Se Dante Alighieri te conhecesse, certamente ele não diria que o inferno tem apenas 9 círculos.

One clap, two clap, three clap, forty?

By clapping more or less, you can signal to us which stories really stand out.