O futuro de uma guerra nas mãos de um espião.

Imagine que um país — com o intuito de vencer uma guerra — passa quatro anos montando estrategicamente farsas e encenações para ludibriar o inimigo e fazê-lo pensar que será atacado em uma determinada região, quando na verdade, será atacado em outro local e que um espião do lado adversário descobre essa mentira e coloca em risco as chances do país de vencer a batalha.

O Buraco da Agulha é um livro de 434 páginas e que não apresenta qualquer dificuldade pra ser apreciado em pouco tempo.

Pois é isso que acontece em “O buraco da agulha” livro de Ken Follett, da editora Best Bolso, lançado no Brasil em 2008. Durante a segunda guerra mundial, após a Inglaterra, passar propositalmente informações equivocadas para a Abwelr (Agência de espionagem da Alemanha) através de seus agentes duplos; montar um exército de “mentirinha” que podia enganar quem comandava os aviões alemães que sobrevoavam a Inglaterra; e trocar notícias falsas em transmissões de mensagens que eram interceptadas pelos comandados de Hitler; Henry Faber, espião alemão de codinome Die Nagel (agulha), ao se encontrar com um colega (ou seja, que também era espião) na Inglaterra, recebe as ordens para investigar o grupamento dos EUA que aparentemente estava localizado em território britânico em reforço ao exército inglês, para saber o quão preparado e forte ele era e também confirmar com um relatório se a invasão inglesa em território comandado por alemães seria realizada em Pas de Calais, na França. Ao chegar no local onde supostamente se encontrava o grupamento americano, Henry acha aviões de madeira, abrigos construídos pela metade, navios cenográficos, enfim, um grade truque, uma tremenda armação, feita para fazer os alemães pensarem que a entrada dos ingleses e seus aliados no território francês, seria em Pas de Calais, sendo que o desembarque, aconteceria mesmo, na Normandia, nesse momento, ele tira várias fotos e pretendia levar os registros até os seus chefes em Berlim, com a itenção de alertá-los, já que estavam se preparando para receber a Inglaterra e seus aliados em Pas de Calais. Contudo, no caminho do agente até o fim da missão surgem empecilhos, como por exemplo, a mulher que ele conhece em uma ilha e pela qual se apaixona e os dois membros do ministério da guerra inglês (Frederick Bloggs e Percival Godliman). Esses detetives, que estavam seguindo o tal espião com quem Henry havia se comunicado pessoalmente e executara em seguida -porque ele não só sabia que o parceiro estava sendo seguido, como achava também que ele poderia atrapalhar seus planos mais tarde caso fosse pego- iniciam uma investigação visando saber quem é esse assassino e ao pesquisarem relatórios de assassinatos com circunstâncias parecidas, descobrem um de quatro anos atrás em que a vítima, foi morta misteriosamente e da mesma maneira em uma pensão que, inclusive, fora frequentada por Die Nagel. A partir daí, pistas sobre o agente alemão está e quem é ele, acabam vindo a tona e a perseguição torna-se mais interessante.
 
Destaques positivos

1. “O buraco da agulha” é um livro que mistura ficção com um fato real, histórico, obras com essa temática, chamam a minha atenção, e nesse caso, sem dúvida, o leitor acaba recebendo conhecimentos relacionados a 2ª guerra mundial como por exemplo: os que dizem respeito a estratégia, investigação e tecnologia a disposição da população na década de 1940 além de nos proporcionar uma viagem a tal época e nos mostrar como se dava a espionagem durante a guerra.

2. Mesmo tendo que contar uma história complexa, mirabolante (como é dito na sinopse do livro) e repleta de personagens, Ken Follett soube lidar muito bem com isso e não se perdeu.

3. É horrível quando nós assistimos a uma série, filme ou lemos um livro que ao terminar, nos deixa com a mão no queixo e com um ponto de interrogação na cabeça, em decorrência de uma ou outra ponta solta, mas nessa obra literária, isso felizmente não acontece. Apesar de um dos destaques negativos que eu faço em relação ao livro ter relação com o final, tenho que admitir que Ken Follett, não desaponta o leitor com o desfecho da história.
 
 4. Todo escritor que se preze, tem que saber descrever os personagens de um livro de uma forma que o leitor consiga imaginá-los facilmente e a meu ver, não há como criticar Ken Follett neste aspecto.

O Buraco Da Agulha é o primeiro de muitos best-sellers já lançados por Ken Follett.

Destaques negativos

1. Ao produzir esse, que é o seu primeiro livro lançado, Ken Follett acaba pecando ao recheá-lo com poucas reviravoltas (o que acredito que ele tinha condições de fazer), caso contrário, a história ficaria melhor, na minha concepção.
 
 2. No livro, em muitos momentos, nos deparamos com características do personagem principal da história, que o tornam um extraordinário e temido agente na nossa imaginação, mas no final da obra, há momentos em que é possível notar uma certa incoerência por parte de Ken Follett nesse aspecto.

Considerações finais
 
 Se você procura um passatempo, um livro contendo uma história complexa com muitos personagens e que lhe ofereça entretenimento além de conhecimentos históricos com uma viagem a Inglaterra dos anos 40 e a mistura de alogo que realmente aconteceu com ficção, “O buraco da agulha” não é uma escolha ruim, porém, também não espere algo extraordinário, que o deixará super impressionado do início ao fim ou sem fôlego. Pra concluir, afirmo que a boa obra de Follett, não merece mais do que 3,3/5,0, que já é uma nota considerável.
 
 Essa é a minha resenha, muito obrigado por ter lido. Espero que tenha gostado e até a próxima! Não deixe de compartilhar e comentar caso tenha algo a acrescentar ou discorde de algum pensamento expressado acima.

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