Rogue One: Uma história Star Wars

A mesma galáxia distante porém com uma visão diferente

Enfim chegamos ao último blockbuster do ano, de tantos filmes lançados esse ano no hype, que decepcionaram alguns, que surpreenderam outros, que intrigaram a maioria e que geraram a discórdia geral, temos enfim o último filme overhyped do ano a subir ao ringue e provavelmente o mais esperado de todos e para tranquilizar já digo, Star Wars Rogue One não decepciona e é um ótimo filme e que no fim faz sentido o título extenso e exagerado informando que trata-se de uma história Star Wars, pois o filme se passa dentro do universo criado por George Lucas mas tem sua própria pegada que não se assemelha bem ao mote dos filmes numerados e isso pelo menos para mim é o grande charme do filme.

Ainda falando um pouco mais sobre expectativas certamente esse filme tinha grandes sapatos a calçar e uma responsabilidade gigante, primeiro por ser o primeiro filme spinoff da franquia, que se situa dentro do universo da série porém não segue uma linha cronológica ou não é sequência direta de outro filme e por mais que Star Wars seja bem acostumado a ter um sem fim de materiais spinoff em outras mídias os filmes sempre foram reduto único e especial das séries numeradas, sete filmes para quem não está contando, em segundo lugar a responsabilidade de manter todo o bom momento da franquia, que voltou com forca total com a nova vindoura trilogia e não deixar o vácuo tomar conta entre o excelente Episódio 7 e o super aguardado Episódio 8 e em terceiro e talvez o mais importante ser o pilar o ponta pé inicial para os próximos filmes spinoffs planejados da franquia, dando uma dimensão bem maior a todo o universo de uma galáxia bem distante.

Ok agora falando do filme como já informei o filme realmente tem uma pegada, uma vibe bem diferente dos Star Wars clássicos, em uma palavra diria que Rogue One é um filme mais sujo do que os numerados, ele não traz aquela romantização da história, aquele embate entre bem e mal, luz e escuridão ele é um filme composto por pessoas decididas a fazer o necessário pelos seus ideais, o embate não tem aquele ar puro e estético, ele é pesado em um determinado ponto até selvagem, na minha opinião com uma das melhores sequencias de ação de todos os filmes que exemplifica bem quão sacrificante é o esforço da Rebelião e quão opressor é o poder do Império.

O filme também possui um plot bem aceitável respondendo uma das questões que todo o fã já levou em consideração mas sempre relevou pela qualidade do produto, com uma direção de arte belíssima retratando algumas locações bem inéditas como Scarif, um planeta tão azulado como o nosso, com uma base do império no meio de um Caribe espacial, um ritmo que começa lento mas conforme vai apresentando os personagens vai criando corpo e forma e até mesmo um pouco de fan service para enlouquecer quem estava com saudades de um certo sujeito de preto.

Em questão de personagens o filme também acerta bem, Jyn Erso é uma ótima personagem principal, disposta a fazer o que tem que ser feito sem piscar e dona de uma personalidade forte, Cassian Andor não é o mero herói/galã e sim alguém dedicado de corpo e alma a causa, o robô da vez K-2SO mantém a tradição sendo o simpático e carismático droid mas num nível muito mais Marvin da série Guia do Mochileiro das Galáxias e o vilão Diretor Krennic traz um pouco daquela serenidade e insanidade na medida certa dos bons vilões e acompanhado de olha só Stormtroopers que sabem atirar, provavelmente a péssima mira deles deve estar relacionada a cor branca.

No geral Rogue One consegue ser um bom acerto da franquia e um ótimo filme, conseguindo se sustentar sem depender da força, Jedi’s, Sith’s e nem bebendo muito da fonte de problemas familiares, mostrando que mesmo com um plot caça-níquel que era o roubo dos planos da estrela da morte é possível criar uma boa história no universo Star Wars e dar uma visão diferente a luta da Rebelião contra o Império, mostrando que muito antes de Luke Skywalker levantar seu sabre de luz, já tinha havido muita luta, daqueles dispostos a morrer no X-Wing ao lado dele.

One clap, two clap, three clap, forty?

By clapping more or less, you can signal to us which stories really stand out.