Caminhando pelo parque, observo as pessoas de maneira inédita. Da mesma forma que me vejo: um pequeno universo.

Ignoro seus formatos e enxergo a liberdade ao se pendurar numa árvore, o desejo de vencer o irmão mais velho na aposta de quem vai chegar primeiro no bebedouro, a alegria ao estimular sua cria: sons, formas, texturas, sabores. A surpresa ao tocar o algodão doce. O conforto ao deitar-se na grama, o alivio ao matar a sede, a força nas pernas nos pedalares. A timidez no olhar, o nascer de um sentimento. A paz de estar só, o tédio no celular, a vontade de estar em outro lugar. A curiosidade ao me ver andando devagar…

…milagrosamente o céu que antes tão cheio de nuvens cinzentas e ameaçadoras agora brilha tons de azul claro e um sol suave.

Ah, que fim de tarde.

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