Hora de Amar

Boas as noites em que a insônia é aceita.
De bom grado, aceita.
Cadê, Morfeu?
Aquela fama de valente,
de domador dos olhos da gente,
que tira a caneta da mente
e me impede de escrever?
Da meia noite às três,
que há de se entender?
Penso no medo que sinto,
não mais naquele que tinha,
de não acordar n’outro dia.
Hoje é acordar sem memória,
de temer perder a hora,
da sua mão sobre a minha.
Enxergo um sol sobre a lua,
mas não é magia, nem rotação.
É um coração
que vê um dia nascer,
que vê um mundo se erguer,
e se põe a estranhar
quem tem hora pra amar.
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