Vanderlei, o anti-Michel.

A cerimônia de abertura das Olimpíadas Rio 2016 foi um grande sucesso. Única coisa que deu errado foi o plano de Temer pra não ser vaiado, não teve seu nome citado- diferente de outras ocasiões não acompanhou os dirigentes, na hora do discurso. Falou direto da sua tribuna, sem aparecer no telão, o povo demorou a perceber quem era, mas quando percebeu, foi fatal.

Como alguém com tamanha covardia, omissão e impopularidade pode estar na posição que ocupa? É este homem que vem liderando o avanço de pautas na câmara, dá pra esperar algo bom de quem vive nas sombras?

O anti-Temer na cerimônia foi Vanderlei Cordeiro de Lima. Em condições normais, teria ficado em primeiro, em 2004. Acabou em terceiro. Bronze ou ouro? Vanderlei preferiu a humildade. Fatores externos não poderiam desmerecer quem o venceu. Só quis o que lhe pertencia. É aplaudido no mundo todo, um exemplo pra todo esportista.

O destino guarda coisas boas pra quem sabe o lugar que lhe cabe. Impossibilitado de se locomover, Pelé declinou de acender a pira. Sobrou pra Vanderlei substituir o atleta do século na missão.

Do lugar mais baixo do podium pra história. O ouro que deixou repousar em seu peito, no país-mãe das Olimpíadas, transformou-se em fogo que arde em felicidade, no país-mãe da alegria. E nenhum padre irlandês, presidente brasileiro ou discurso vira-lata pode usurpá-la.

Há alguns anos, um homem nos ensinou que o Brasil é gigante, não deixe outros te convencerem do contrário.

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