Mobilidade Urbana: O Direito a Cidade

A Constituição Federal nos garante o direito de ir e vir, ou seja, poder de se locomover pela cidade. Mas fato é que muitas vezes isso se torna impossível, devido a falta de estrutura e planejamento urbano.

Nossas metrópoles foram mal planejadas. Não houve cuidado na construção das cidades brasileiras. Trânsito caótico, buracos, ônibus superlotados , excesso de veículos e consequentemente de poluição, fora outros inúmeros problemas vividos por nós, brasileiros, todos os dias. Ir ao trabalho, ou até mesmo ao shopping, muitas vezes se torna algo extremamente desgastante e desconfortável.

Quando falamos sobre mobilidade urbana, estamos discutindo sobre o direito que nós cidadãos temos de nos movimentar pela cidade. Não importando qual meio de transporte for escolhido, é crucial haver segurança e conforto na locomoção pela cidade, coisa que não acontece em muitas capitas do país. São Paulo é um exemplo disso. Engarrafamentos gigantescos todos os dias, nos horários de pico, geralmente das seis as sete da manhã e novamente das dezoito as vinte horas da noite. Essa cena se repete em muitas outras cidades, como aqui em Natal.

Para começarmos a resolver o problema é preciso mudar a forma de ver as cidades. Restruturar os transportes públicos e coletivos, como ônibus, trens e metrôs, investir em ciclovias, reeducar a população para formas alternativas de transporte. Criar um real plano de mobilidade urbana, e assim garantir ao cidadão, direito a cidade.

**O MPC (Movimento Pula a Catraca) começou a lutar em Natal pelas questões de mobilidade urbana na cidade. O coletivo é misto mas eles também se preocupam com essa questão na perspectiva feminina, procura mais sobre o grupo.**