A Chuva e a Fé

Sou do tipo que se inspira com a natureza, só de olhar pro céu

Do tipo que quando olha essa beleza logo pega no papel

E começa a escrever, sem nenhuma pretensão,

O que sair é natural inspiração.


Procurando pela beleza natural, acordei pra ver o sol,

Mas quando abri os olhos era só água que caia,

Não acredito que acordei mais cedo e não vou ter nada em prol,

Então a chuva me deu a ideia de uma analogia:


- “Imagine a chuva como o inesperado,
Algo que vai de encontro ao planejamento,
Ela atrasa meia cidade sem nenhum ressentimento,
Além de mudar a cor do dia tingindo-o cinzento.

Que visão sombria, não? Mas assim também são os problemas,
Como a chuva, vão te carregar se você deixar,
A menos que você mude sua visão,
E transforme chuva em fartura e problema em solução.”

Me vieram esses pensamentos quando acordei,

Queria acordar e fotografar o sol e me decepcionei,

Eu poderia apenas reclamar e esquecer,

Mas por quê não fotografar a chuva e escrever?


No fim, por mais clichê que possa parecer, funciona sim

É preciso aproveitar os dias bons sem se esquecer dos dias ruins,

Afinal, se a chuva não cair, quem irá fertilizar o mundo?


Sem falar que a chuva nem é egoísta assim,

Ela dura o que tem que durar, sabe bem o seu lugar.

O dia estava na metade e eu já percebia o sol no fundo…

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