#ForaCunha por todo país

A chegada de Eduardo Cunha à presidência da Câmara Federal, em fevereiro deste ano, provocou a alegria dos setores mais retrógados da sociedade brasileira. Os fundamentalistas religiosos, os latifundiários ruralistas, os militares fascistoides e o grande lobby empresarial logo se viram representados neste parlamentar, já notabilizado anteriormente por uma sucessão de escândalos de malfeitos com o dinheiro público. Nos 9 meses de Cunha à frente da Câmara, o que não faltou mobilizações aos ataques sobre nossos direitos. Confira a seguir uma retrospectiva das principais ações neste ano:

Comissão Extraordinária de Direitos Humanos

21 de fevereiro|Uma semana depois de pedir ao Congresso para analisar a criação do bizarro Dia do Orgulho Heterossexual, Cunha foi alvo de um ato-protesto organizado por grupos em defesa dos direitos humanos, no Largo do Patriarca em São Paulo. A atividade contou com a presença de figuras públicas de relevo, tais como o deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ), a deputada federal Erika Kokay (PT-DF), a cartunista Laerte Coutinho e o padre Julio Lancelotti.

8 de março|Logo após assumir a Mesa Diretora da Câmara, Cunha declarou: “ Pautas do tipo legalização do aborto só por cima do meu cadáver”. No dia de Luta das Mulheres, Cunha teve uma resposta à altura, sendo escrachado nas dezenas de atos impulsionados pelos coletivos feministas.

Ato do 8 de março

27 de março|Eduardo Cunha decidiu viajar pelas Assembleias Legislativas do país, para apresentar as propostas de sua contrarreforma política que torna o sistema eleitoral brasileiro ainda mais sequestrado pelos poderes financeiros e que restringe o espaço de TV dos partidos independentes. Na ALESP, é surpreendido com manifestantes LGBT que o escracham de maneira pacífica até serem expulsos do plenário pela Polícia Militar.

Truculência marcou protesto pacífico contra Eduardo Cunha na ALESP

30 de março|A cena se repete em Porto Alegre. Eduardo Cunha sofre uma das maiores vaias já presenciadas no auditório da ALERS e é obrigado a assistir um grande beijaço entre os ativistas.

7 de abril|Da maneira mais antidemocrática possível, Cunha leva a votação no plenário da Câmara o PL 4330 que libera a terceirização. Centrais sindicais protestam nos gramados de Brasília, enfrentando a truculência da polícia mandada por Cunha. Brasília assiste uma verdadeira batalha campal!

Trabalhadores ocupam Brasília contra o PL 4330

10 de abril|Em João Pessoa na Paraíba, o presidente da Câmara recebe a recepção nada amistosa dos movimentos sociais. Seu discurso de ódio foi silenciado por um grande “apitaço”. No mesmo dia em Natal, Cunha também seria escrachados por diversos movimentos.

Protesto em João Pessoa

24 de abril|Em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, o inimigo Nº 1 dos trabalhadores enfrenta novos protestos.

1 de maio|No principal dia de luta operária, Eduardo Cunha é um dos nomes mais lembrados pelos trabalhadores em todo o país.

15 de maio|Em Belém do Pará, dezenas de ativistas paraenses constrangem Cunha na sede dos ruralistas do Estado, em mais uma sessão da Câmara Itinerante.

23 de maio|A maior Marcha da Maconha da história do país também levantou a bandeira de “Fora Cunha!” e todos os picaretas do Congresso.

30 de maio|Marcha das Vadias em SP pede a legalização do aborto e a saída de Cunha.

Feministas protestam contra o Presidente da Câmara na MdV

3 a 7 de junho|No 54 º Congresso da UNE em Goiânia, a Oposição de Esquerda e outros movimentos de juventude manifestam o repúdio dos estudantes brasileiros ao Eduardo Cunha.

7 de junho|Parada do Orgulho LGBT em SP mobiliza centenas de milhares pedindo “FORA CUNHA”! e um “basta!” à agenda conservadora no país.

19 de junho|Aos gritos de “Não, não, no Pro-saúde não”, servidores da Câmara fizeram um protesto em frente ao gabinete do presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) contra a proposta da Mesa Diretora de utilizar recursos do fundo de plano de saúde para outras despesas.

27 de junho|Emicida detona Eduardo Cunha em show da Virada Cultural paulistana.

28 de junho|Parada de Luta LGBT em Porto Alegre também reivindicou a saída de Cunha.

30 de junho|Cunha sofre uma das suas maiores derrotas. Pressionados pelo movimento negro e pelos movimentos de juventude, centenas de deputados votaram contra a redução da maioridade penal, impulsionada por Cunha. No dia seguinte, após achacar parlamentares, o líder dos reacionários rasgou o regimento e levou para o plenário a mesma PEC 171 da Redução, com algumas mudanças mínimas. Estava consumado um dos maiores golpes da história parlamentar brasileira.

Jovens protestam contra a PEC 171

7 de julho|No Rio de Janeiro, o Amanhecer Contra a Redução promoveu uma caminhada até a frente do prédio onde fica o escritório do parlamentar. Foi feito o enterro simbólico de Cunha. Os jovens gritaram as palavras de ordem “Cunha Golpista” “Cunha Ditador”. Em seguida, marcharam até o Largo da Carioca, onde encerraram o ato pacífico. Em SP, em Porto Alegre e Brasília também ocorreram manifestações similares.

17 de julho|Na semana em que o empreiteiro Júlio Camargo falou na delação premiada que Cunha havia recebido propina de 5 milhões de dólares no esquema da Lava Jato, o peemedebista faz um pronunciamento em rede nacional fazendo um balanço dos seus 6 meses de gestão. Foi o suficiente para que o protesto virtual #CunhaNaCadeia entrasse nos TTs. No Rio de Janeiro, centenas de manifestantes batem panelas contra o propineiro Cunha.

18 de agosto|Tuitaço #ForaCunha #171NãoVaiPassar chega aos TTs

27 de julho|Cunha vai a São Paulo se reunir com empresários. O Juntos! marca presença na frente do CUNHA, INIMIGO DA JUVENTUDE!”

18 de setembro|Grande manifestação em SP contra as medidas de ajuste e contra a corrupção reivindica a saída de Cunha da presidência da Câmara.

20 de setembro|Eduardo Cunha é vaiado após ser descoberto em camarote VIP no Rock in Rio.

Ocupação na Câmara contra a PEC 215

6 de outubro|Eduardo Cunha manda cortar a luz e ar-condicionado de indígenas que protestavam dentro da Câmara na ocasião do 27º aniversário da Constituição Federal contra a PEC 215.

7 de outubro|Após a confirmação oficial de que Cunha possuía polpudas contas bancárias na Suíça, a juventude de Brasília deu a largada para exigir “Fora Cunha!”

#ForaCunha em Brasília

8 de outubro|Internautas inundam sua página do Facebook com milhares de comentários sarcásticos: “Deputado, o senhor tem contas na Suíça?”

#FORA CUNHA: EMPURRA QUE ELE CAI!

A favor da redução da maioridade penal, da precarização dos direitos trabalhistas, do financiamento empresarial de campanha e da aprovação do ajuste fiscal. Cunha também é contra os direitos das mulheres e os direitos LGBTs.

Colagens contra Cunha aconteceram em várias cidades brasileiras como Brasília, São Paulo, Porto Alegre, Belém, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Natal, entre outras.

Na última semana, o presidente da Câmara dos Deputados, que já foi relacionado a escândalos de corrupção desde a época de Paulo César Farias (o PC Farias, tesoureiro de campanha de Fernando Collor de Mello), passando pelo mensalão, foi definitivamente vinculado a denúncias da Operação Lava-Jato, quando foi descoberto que ele tem milhões camuflados em bancos da Suíça.

Não podemos permitir que a presidência da Câmara seja conduzida por um machista, LGBTfóbico e, agora, mais que escancarado, um CORRUPTO! Exigimos o afastamento de Cunha da presidência da Câmara dos Deputados!

Vamos tomar as ruas e as redes!

Empurra o Cunha que ele cai!