517 ANOS — Luta ou sobrevivência?

Abril é sem dúvida um mês importante para as populações indígenas do Brasil. Mais que comemoração, historicamente é um mês de luta e resistência.


Diversas comunidades promovem encontros com o objetivo de mostrar ao restante da sociedade brasileira a realidade vivida pela grande maioria dos povos indígenas: separados, deslocados e estereotipados.

Consideramos os indígenas como um grupo que vivem à margem de nossas vidas, como alguém preso no passado e deslocado da realidade. Esse é um dos caminhos para a construção dos estereótipos que são utilizados para mantê-los cada vez mais marginalizados.

E como forma de desconstruir isso, a Aldeia Tekoá Paranapuã, localizada dentro do Parque Estadual Xixová Japuí, na cidade de São Vicente (litoral de São Paulo, BR), organizou uma série de atividades para que a sociedade pudesse conhecer a realidade local e a cultura da aldeia.

O fato é que a ajuda é necessária, sob vários aspectos. Existem iniciativas que estão em andamento, como a criação de banheiro seco e práticas de Permacultura, bem como ações assistencialistas emergenciais com alimentos e medicamentos. Infelizmente outros assuntos são urgentes também, como a questão da demarcação, resíduos e a sustentabilidade da aldeia pelos próprios indígenas.

Para começar, podemos assumir que eles existem.