Eu não sei brincar de viver no mundo digital

Ultimamente um pessimismo tremendo vem pairando sobre meus pensamentos referentes ao que nossas relações estão se tornando. Tá cada vez mais difícil estar em contato com quem a gente gosta (a não ser que contato se refira ao seu número em um celular).

A tecnologia fez com que as pessoas criassem uma pré-disposição a não se esforçar para ter uma presença física. Para que vamos utilizar nossa energia para sair com uma pessoa que você sabe que está a um WhatsApp de distância? Por que motivo “perderíamos” nosso tempo olhando pessoalmente na cara de alguém que vemos a todo tempo no snapchat ou no instagram?

A internet chega com a missão de encurtar distâncias, porém, consequentemente, acaba criando novas. Saudade de um bom e velho cineminha. Saudade da reunião na casa dos amigos só para falar merda ou jogar baralho (“o que é isso?) ou UNO(sim, ainda existe). Saudade da fala (nada de áudio no WhatsApp), do toque (pele a pele e não em uma tela), das risadas (sem HAHAHAHA, kkkkkk, kaospkaops), saudade do SER humano…

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