uma pamonha
Aug 25, 2017 · 1 min read

Comecei a pensar nela e, imediatamente, lembrei de trechos de um livro.

“No teatro, como é difícil reparar em Henry enquanto ela está ali resplandecente com um rosto igual ao de uma máscara. Intervalo. Ela e eu queremos fumar, Henry e Hugo não. Saindo juntas, que comoção nós criamos. eu digo a ela: — Você é a única mulher que já respondeu às exigências da minha imaginação.

Ela diz, olhando intensamente: — Pensei que seus olhos fossem azuis. Eles são tão estranhos e belos, cinzentos e dourados, com esses longos cílios pretos. Você é a mulher mais graciosa que eu já vi. Você desliza quando caminha. — Nós conversamos sobre as cores que amamos.

No café, vejo cinzas sob a pele de seu rosto. Desintegração. Que terrível ansiedade eu sinto. Quero pôr meus braços em volta dela. Eu a sinto recuar para a morte e estou disposta a penetrar na morte para segui-la, para abraçá-la. Eu não compreendo as palavras dela. Estou fascinada por seus olhos e boca, sua boca sem cor, mal pintada. Ela sabe que me sinto imobilizada e fixa, perdida nela?”

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