O que me deixou doente agora? June. June e sua atração sinistra. Ela já tomou drogas; amou uma mulher; fala na linguagem de tiras quando conta histórias. E no entanto conservou aquele incrível e ultrapassado sentimentalismo.
Nossos medos de desagradar uma à outra, de nos desapontarmos mutuamente eram os mesmos. Ela fora ao café à noite como se drogada, cheia de pensamentos sobre mim. As vozes das pessoas chegavam a ela de longe. Estava fascinada. Não conseguiu dormir. O que eu havia feito com ela? Ela sempre fora segura, sempre conseguira conversar bem, as pessoas nunca a intimidavam.
Quando caminhamos juntas pelas ruas, os corpos juntos, de braços dados, as mãos dadas, não consegui falar. Estávamos caminhando pelo mundo, pela realidade, para o êxtase. Quando cheirou meu lenço, meu aspirou. Quando vesti sua beleza, eu a possuí. Qual é essa poderosa coisa mágica a que nós nos entregamos, June e eu, quando estamos juntas? Maravilha! Maravilha! Isso vem com ela.
