uma pamonha
Aug 25, 2017 · 1 min read

Pessoas feias, insignificantes e mortas nos cercam. Somos cegas para elas. Olho para June, de veludo negro. June correndo para a morte. […] Eu a sigo. E é uma alegria intensa acompanhá-la, cedendo à dissolução da imaginação, ao seu conhecimento de experiências estranhas, às nossas brincadeiras com o Conde Bruga, que cumprimenta o mundo com a cabeleira roxa semelhante a um salgueiro chorão.

Está tudo terminado. Na rua, June diz com tristeza: — Eu havia desejado abraçá-la e acariciá-la. — Eu a ponho num táxi. Ela se senta ali prestes a me deixar, e eu fico parada ao lado em tormento.

— Eu quero beijá-la — digo.

— Eu quero beijá-la — diz June, e ofereceu sua boca, que eu beijo durante muito tempo.

Quando ela partiu, só desejei dormir durante muitos dias.

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