Humanos
Sobre a “humanidade”: Como somos engraçados, não? Enquanto crescemos, destruímos. Enquanto uns tem tudo, outros nada tem. Ao mesmo tempo que pedimos por paz, criamos a guerra. Ao mesmo tempo que choramos de sede, negamos água ao próximo.
Por toda cidade distribuem água, e na porta da igreja não seria diferente. “Quem vai na frente, bebe a água limpa” dizia a minha avó. Os que chegaram primeiro, pegaram 3, 4, até 6 garrafas, enchiam seus carrinhos de feira. Será que mais pessoas poderiam estar com sede? não né?
“_Dêxa eu levá puquê ta sobrano”. — Ninguém mais iria querer água, não é mesmo?
Enquanto isso, bem na minha frente, uma senhora dizia aos berros “_ Chegando em mim ta bom!! Não quero nem saber”, pôs o filho na frente com um carrinho de feira e na sua vez pegaram dois galões de 20 litros. Pois bem… Esperta? Sagaz! Mas e os outros? Haviam centenas de pessoas na fila, e mais a chegar a todo instante, mas, e os outros? Ninguém mais merecia um copinho de água? Nem mesmo a chuva fria conseguiu espantar os sedentos. Nem mesmo aqueles muitos que ja haviam conseguido aquelas 6 garrafas, e que ainda pegariam mais e mais, e que se foda!
Onde vai parar? Ou melhor, quando isso vai parar? Porque enquanto o umbigo estiver diante do nariz, o destino da humanidade é sucumbir nas próprias cinzas. Ricos, pobres, magnatas e malandros… Humanidade, você só tem o que merece.
